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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

M25 Dragon Wagon (45)

 


A campanha das tropas britânicas no norte da África resultando no abandono dos blindados danificados por falta de capacidades logísticas, evidenciou aos norte-americanos a falta de um veículo especializado capaz de recuperar e transportar veículos imobilizados, seja em combate ou por problemas mecânicos, que por sua vez tiveram a infeliz consequência de levar a perda de numerosos blindados desnecessariamente deixados para trás e/ou destruídos. A partir desta constatação, foi dada ênfase a necessidade de um veículo “off-road”, capaz de transportar e recuperar todos os veículos norte-americanos então em serviço, em particular o M4 Sherman.

O M26 entrou em ação pela primeira vez na Frente Italiana de 1943, e mais tarde foi amplamente usado no avanço dos Aliados no interior da França, após a invasão na Normandia. Em todos os tipos de clima e mesmo sob fogo, de dia ou noite, as equipes de reparos cumpriam continuamente seu dever de recuperar e reparar blindados danificados.

Diversas empresas, algumas das quais especializadas na fabricação de máquinas pesadas para mineração e pedreiras, apresentaram e expuseram seus trabalhos. O desenho finalmente aceito, e que entrou em serviço em meados de 1943, foi batizado de M25. Consistia em um cavalo mecânico M26, construído pela Pacific Car and Foundry Company, Renton (Washington), e um semi-reboque M15, construído pela Fruehauf Company. Devido à sua finalidade e tamanho imponente, recebeu o apelido de "Dragon Wagon".



Projetado pela Knuckey Truck Company de San Francisco (especializada em projetos de caminhões de mineração e pedreiras), os primeiros tratores foram construídos em configuração blindada para recuperações no campo de batalha e foram entregues ao Exército no final de 1943. Mas como Knuckey não podia produzir os veículos em número suficiente, A Pacific Car and Foundry Company, de Renton Washington, foi contratada e acabou fabricando a maioria dos “Dragon Wagons” durante o período de produção de 5 anos. Em 1944, um segundo modelo sem blindagem com teto de lona (M26A1) substituiu o modelo blindado original nas linhas de produção e, no final da produção, mais de 1.270 de ambos os modelos tinham sido concluídos.

O trator 6x6 M26 tinha uma cabine blindada que protegia a tripulação de 7 integrantes do fogo de armas leves e fragmentos de artilharia. O motor era um Hall-Scott 440 de 6 cilindros a gasolina, capaz de fornecer 240 bhp, propulsando o veículo por meio de um eixo de transmissão com pivô central e uma transmissão por corrente para o truck com 4 conjuntos de pneus duplos em 2 eixos, patenteada para o conjunto do “bogie” traseiro, com pneus 1400 x 24. Tinha uma transmissão de 4 velocidades e uma caixa de transferência de 3 velocidades, permitindo um total de 12 velocidades, geralmente o suficiente para dirigir dentro e fora de estrada. Controladores de velocidade foram instalados para limitar a velocidade a 45 km/h. A transmissão por corrente nas rodas traseiras provou ser uma das características mais notáveis ??do M26, já que a corrente era do tipo autolubrificante contínuo e constantemente jogava óleo ao longo da estrada. O peso do trator M26 era de 21 toneladas e seu consumo de combustível girava em torno de 1 km/l, mesmo em boas estradas. O semi-reboque M15 podia levar uma carga de até 40 toneladas, o suficiente para dar suporte ao M4 Sherman, o principal "cliente" dos “Dragons Wagons”. O peso da carreta era de 17,5 toneladas e contava com 2 rampas dobráveis ??para carregar os veículos. As rodas traseiras podem ser movidas horizontalmente (aumentando o comprimento dos eixos), para facilitar o carregamento de veículos com larguras diferentes, bem como a utilização de rampas de aço montadas sobre os pneus traseiros evitando o contato com os pneus. Os freios, operados a ar, atuavam apenas nas rodas traseiras e haviam controles manuais separados montados na coluna de direção para operar os freios do semi-reboque. O M15 teve sua capacidade de carga útil aumentada de 40 toneladas para 45 toneladas e foi conhecido como M15A1, com coberturas articuladas sobre as rodas traseiras, modificado para carregar blindados mais pesados no pós-guerra. O M15A2 foi uma versão mais reforçada, alguns deles permanecendo em serviço até a guerra do Vietnã.



Media M26 7,72 m; M15 11,71 m de comprimento; M26 4,32 m e M15 3,81 m de largura e M26 3,48 m de altura. A armadura do M25 tinha frontais de 19 mm e traseira de 6,4 mm. Sua autonomia era de 193 km. Possuía 3 guinchos, um na frente que podia arrastar 18 toneladas e 2 atrás da cabine, cada um com capacidade para 30 toneladas. No teto da cabine, havia um anel deslizante instalado no qual uma metralhadora calibre .50 HMG podia ser instalada. A tripulação tinha armamento pessoal padrão, granadas de mão e sinalizadores. O conforto do motorista e 6 tripulantes era pouco, embora contasse com sistema hidráulico de direção. Era uma compensação muito pequena por ter que sentar dentro de uma caixa blindada ao lado de um dos maiores motores a gasolina do mundo, e operar um veículo deste porte sem esta facilidade seria complicado.


A tripulação também tinha ferramentas para realizar o trabalho de recuperação: equipamento de solda completo, um compressor de ar, correntes, cabos de reboque, polias hidráulicas de 10 e 20 toneladas ... etc. Um pequeno guindaste poderia ser instalado atrás da cabine para levantar cargas leves, ou para mudar uma roda. Além disso, na parte traseira do motor principal havia uma estrutura dobrável em A que poderia ser erguida e travada em diferentes posições para facilitar o arrasto dos veículos recuperados.

Um motorista que operou um “Dragon” relatou suas experiências com um dos veículos:

“Quando fui selecionado para dirigir o “Dragon”, ficou óbvio que ficaria na linha de frente a maior parte do tempo. A primeira coisa que fiz foi remover os controles de velocidade e ajustar o motor para ganhar velocidade máxima. Eu poderia levar o velocímetro a 80 km/h com um tanque totalmente carregado. Não havia nada nas estradas da Itália ou da França que pudesse me impedir por causa de seu enorme tamanho. Poderíamos parar, carregar ou arrastar um blindado para fora da zona de combate minutos após a chegada.”


“Minha melhor lembrança foi quando cruzei com um Sherman preso em um pântano no sul da França. O blindado estava a cerca de 300 metros no pântano e afundou até a torre. Havia 3 outros Shermans conectados tentando puxá-lo, que não conseguiram movê-lo uma polegada! Eu disse: “vocês precisam de uma mãozinha?” e eles deram uma olhada no meu equipamento e riram. Se nós não conseguimos retirá-lo, seu caminhão certamente não pode. Eles removeram os cabos e eu dirigi a plataforma através do pântano e recuei até o blindado. Engatei os 2 guinchos, puxei-o para cima e saí em minutos. Eles não podiam acreditar no que viam.”

No final da guerra, a necessidade de um veículo de recuperação de campo de batalha com rodas foi reexaminada e considerada desnecessária, com a produção do M26 terminando abruptamente. Os veículos sobre lagartas pareciam fazer um trabalho melhor de acordo com o Exército, embora fossem mais complicados e difíceis de manter. Os veículos M26 ainda no estoque do US Army foram colocados à disposição e vendidos para outros países, ou usados ??pelo exército apenas para tarefas pesadas de transporte. À medida que novos carros de combate recém-projetados e colocados em campo aumentaram de peso (M26 Pershing, por exemplo), tornou-se aparente que um veículo de recuperação com reboque acoplado não era mais necessário, particularmente porque caminhões e reboques comercialmente disponíveis estavam disponíveis para marchas rodoviárias e veículos de recuperação com lagartas eram mais adequados para recuperações “off-road”. Seu enorme tamanho e formato interessante garantiram-lhe um lugar no hall da fama dos veículos militares com um design único que foi utilizado para realizar uma tarefa única e perigosa.

A vida operacional dos “Dragons Wagons” se estendeu até a Guerra da Coréia e, mesmo durante os anos 60, o US Army ainda os tinha em seu estoque. Além disso, alguns deles foram vendidos para diversos países como Japão, Bélgica, Áustria, Itália, França, Espanha e Turquia. Várias pranchas foram usadas na vida civil com suas armaduras e modificações militares removidas, transportando cargas 'especiais'.


sábado, 24 de dezembro de 2016

Eitan (36)




O Eitan é um veículo blindado para transporte de pessoal (VBTP/APC) sobre rodas construído pela indústria israelense para o exército deste país, a fim de substituir os cansados M113, revelado em agosto de 2016 e que deverá entrar em serviço a partir de 2018. Foi concebido com base na experiência judia em todas as inúmeras campanhas de que participou, com ênfase na campanha de Gaza de 2014, onde a presença de IEDs (dispositivos explosivos improvisados) se fez sentir de forma significativa. Deverá servir de plataforma para um grande número de versões que desempenharão missões distintas, porém a que desperta maior interesse é a de IFV (Infantry Fighting Vehicle ou Veiculo de Combate de Infantaria).

Apresenta configuração modular multi-funcional reconfigurável, dispondo de proteção blindada de altíssimo nível. A disposição geral é similar aos outros veículos desta natureza, com motor a frente e motorista do lado esquerdo do veículo, tendo o compartimento de tropas na parte traseira, que transporta 3 tripulantes e 9 infantes, desembarcando por uma porta/rampa traseira operada hidraulicamente.

Pesa entre 30 e 35 toneladas, dependendo da configuração da blindagem modular, sendo o componente inferior altamente resistente a detonação de IEDs como é tendência nos veículos modernos. É o mais pesado veículo desta categoria já construído, rivalizando com o Boxer alemão, e oferece a sua tripulação um altíssimo grau de proteção, seja pelo componente passivo de sua couraça ou por um componente ativo feito pela Raphael denominado APS (Trophy Active Protecion Systems), já testado em combate, além da possível adição de blindagem reativa (ERA).



O APS, é baseado num radar 360 que detecta projéteis se aproximando, os identifica e dispara neutralizadores. Este sistema, apesar de testado em combate e das declarações de seu fabricante, forçou as IDFs a mudarem seus procedimentos com a infantaria desembarcada seguindo o veículo a certa distância para evitarem acidentes. O sistema é caro e ainda pouco confiável, e deverá ainda ser aperfeiçoado e otimizado para a interceptação de projéteis APFSDS no futuro, pois no momento intercepta apenas projéteis de baixa velocidade.

Esta potenciado com uma unidade de 750 cv e atinge uma velocidade máxima em estrada de 90 km/h, podendo os pneumáticos rodarem mesmo depois de perfurados por até 16 km, permitindo escapar das zonas de maior perigo. Roda sobre 8 pneumáticos com tração 8x8 e destina-s e a complementar os mais pesados Namer, IFVs construídos a partir da MBTs Merkava mais antigos.

Seu armamento será variável e configurado conforme a missão, desde metralhadoras de autodefesa de 12,7 mm e 7,62 mm a mísseis diversos, para uso anticarro ou antiaéreos, canhões de 30/40 mm, além da estação de armas de operação remota para operá-las. maiores informações ainda não foram divulgadas, bem como fotos da versão de produção.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

VW Constellation 31.320 6x6 (22)



VW Constellation 31.320 6x6 foi desenvolvido pela MAN Latin América para atender as necessidades do Exército Brasileiro de uma viatura capaz de transporte pesado fora da estrada, em substituição aos cansados Mercedes Benz/Engesa LG-1519 6x6 em uso desde a década de 70, e apresentou desempenho superior às especificações para as quais foi desenvolvido, após severos testes em condições críticas realizados pelo próprio Exército, superando as expectativas.

Destina-se a tracionar obuseiros pesados de 155 mm e sua munição, transportar pontes de engenharia portáteis e servir a aplicações críticas como o transporte de conteineres pesados, sendo dimensionado para o transporte off-road de 10 toneladas.




Tendo como base um modelo comercial amplamente usado no Brasil, esta nova viatura contará com uma massa crítica logística das mais favoráveis e um suprimento de peças de reposição amplo e disponível.

É equipado com um moderno motor Cummins ISC 315 de 6 cilindros em linha e potência de 315 cv a 2000 rpm e torque de 131 mkgf a 1300 rpm, uma transmissão ZF 16S 1650 com câmbio de 16 velocidades, entre eixos de 3740 mm e chassi com longarinas duplas, que lhe oferece resistência a impactos muito fortes. Conta com 2 tanques de combustível de 275 litros cada.

Pode transpor vaus de até 1 metro de água, vencer rampas de 60% e superar obstáculos com 30% de inclinação lateral. Graças a seus pneus 14,00R20 com suspensão com molas semi-elípticas invertidas e sua tração superior, pode vencer sem problemas terreno elameados  e irregulares, com ritmo forte e sem derrapar ou atolar.












segunda-feira, 4 de maio de 2015

Oshkosh MTVR (13)


O MTVR é um caminhão militar produzido pela Oshkosh desde 2005, em serviço na US Navy e US Marine Corps, para substituir os modelos M939 e M809. Até 2012 mais de onze mil veículos já haviam sido entregues. Em relação aos seus antecessores oferece maior mobilidade, capacidade de carga e confiabilidade. É operado também pelo Egito, Grécia, Iraque e Reino Unido.

Esta configurado, tal qual seus antecessores, como um veículo 6x6, com motor a frente do motorista sob uma capota de fibra de vidro. A cabine é de alumínio e pode ser rebatida para diminuir a silhueta do veículo. Carrega 15 ton na estrada e 7 ton fora dela, podendo rebocar uma carga de 11 ton. Devido a sua versatilidade este veículo integra a estrutura logística do US Marines no transporte de tropas, combustível, água, e outras cargas, além de rebocar os obuseiros M777. Pode ser equipado com blindagem resistente a impactos de 12,7 mm ou 7,62 mm, em forma de kit.



É propulsado por um motor turbo diesel Caterpillar C-12 de 6 cilindros e 11,9 litros com 425 hp a 1.800 rpm. Possui suspensão independente e capacidade central para enchimento de pneus. Seus componentes são os mesmos usados em versão comercial. Pode ser equipado com um guincho de 9 ton, transportado por helicópteros CH-53 e aeronaves C-130.

Mede 8 m de comprimento; 2,49 m de largura e 3,56 m de altura. Pesa 12,6 ton, desenvolve uma velocidade máxima de 105 km/h e tem autonomia de 483 km. Supera rampas de 60% e inclinação lateral de 40%, trincheiras de 1 m, obstáculo vertical de 0,6 m e vaus de 1,5 m. Esta configurado num grande número de arranjos diferentes, de acordo com sua aplicação.










quarta-feira, 29 de abril de 2015

Alvis Stalwart 6x6 (7)



O Alvis Stalwart é um caminhão militar anfíbio construído pela britânica Alvis para o exército britânico. Foi usado ainda pela Austrália, Canadá, Sri Lanka e Suécia. Entrou em serviço no Reino Unido em 1966 para transporte geral de carga, e devido a sua capacidade anfíbia e alta mobilidade “off road”, foi o responsável pelo abastecimento de unidades em campo, mesmo em terrenos difíceis. Descende da mesma linhagem dos carros Alvis Saracen, Saladin e Salamandra.

Este veículo é construído em um chassi estanque que lhe confere capacidade anfíbia. O motor, um Rolls Royce à gasolina de 8 cilindros em linha, arrefecido à água, de 6,5 litros e 220 cv a 4.000 rpm, acoplado a uma transmissão de 5 velocidades; está alojado abaixo do compartimento de carga na parte de trás do veículo, tendo as caixas de transmissão montadas a sua frente. O compartimento de carga está fechado com um painel “drop down” de cada lado.



Mede 6,356 m de comprimento; 2,616 m de largura; 2.312 m de altura; 2 x 1,524 m de entre eixos; pesa 14 ton brutas, com capacidade de carga de 5 ton. O tanque de combustível comporta 455 litros, outorgando-lhe uma autonomia de 824 km. A suspensão é independente com barras de torção e 22 amortecedores hidráulicos. Possui 6 pneus 14.00 x20. A velocidade máxima em terra é de cerca de 64 km/h, pode superar trincheiras de até 1,52 m. 

O motorista fica acomodado no centro da cabine, tendo um passageiro de cada lado, com acesso por escotilhas circulares tipo "submarino" no telhado, e acesso com apoio nos pneus e degraus mais acima.



Pode carregar cinco toneladas no chassi e rebocar dez. É impulsionado na água por unidades de jatos de impulso vetorado, a cerca de 11 km/h (6 nós). O sistema de transmissão é complexo e carente de manutenção constante. Dezenove litros de óleo no motor, mais Onze na caixa de velocidades e cincoenta e seis de fluido hidráulico. Existem um ainda grande número de fluidos e lubrificantes necessários em todo lugar. Há selos, mangueiras, juntas, gaxetas e tudo mais, em mais lugares do que se pode imaginar, um verdadeiro pesadelo de manutenção e logístico.

O British Army removeu seus propulsores s quando se constatou desnecessária a manutenção da capacidade anfíbia, para reduzir peso e esforço de manutenção. 

Suas impressionantes qualidades “off road” se dão devido ao fato de não possuir diferenciais, utilizando em seu lugar engrenagens cônicas simples. A mudança de direção se dá como nos veículos de lagarta, com três rodas travando juntas e girando a mesma velocidade, dispensando muitas engrenagens de transmissão. A caixa de transferência possui uma unidade de travamento capaz de fazer as seis rodas trabalharem juntas como uma unidade.



Devido a este sistema de transmissão singular, este veículo exige treinamento especial a seus condutores, pois seus componentes são forçados a rodar a mesma velocidade mesmo em curvas, o que leva ao estresse e ruptura de componentes, quando dirigido com imperícia. Este veículo não pode ser conduzido em superfícies “duras” como asfalto ou pavimento, com riscos de danos a transmissão. Outro problema é que o veículo foi concebido para trânsito carregado, e rodar vazio causa desgaste prematuro da transmissão.



O FV620 foi o primeiro modelo. O FV622 Stalwart Mk 2 serve para serviços gerais. Tem uma tripulação de 2 homens, embora um terceiro assento possa ser montado à direita do condutor como uma modificação de campo. Também pode transportar 38 soldados totalmente equipados ou ainda 5 Ton carga. Seus propulsores aquáticos lhe conferiam uma  velocidade de 16 km/h. O FV623 Stalwart Mk 2 é um veículo de remuniciamento de artilharia. Tem um lugar extra na cabine para o operador do guindaste hidráulico ATLAS 3001/66 instalado na área de carga. FV624 é um veículo de reparação com um guindaste diferente do FV623.


 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Oshkosh M1070 HET (4)



A introdução do MBT M1A1 Abrams em serviços no US Army tornou os transportadores de tanques então existentes nesta força incapazes de suportar o peso extra destes veículos. Desta necessidade o US Army adjudicou a Oshkosh Truck Corporation um contrato para desenvolver e fabricar um novo trator que atendesse a demanda. Deste contrato nasceu o M1070 Heavy Equipment Transporter com uma encomenda inicial de 522 unidades a partir de julho de 1992. Este veículo substituiu o M911 HET em serviço no US Army.

O M1070 HET é um trator militar para carretas/pranchas destinadas a transportar carros de combate pesados, com tração 8x8 ou 6x6 capaz de cumprir sua missão em qualquer tipo de terreno. Possui funcionalidades avançadas como o controle eletrônico do motor, suspensão traseira otimizada para três eixos tratores traseiros para contato permanente com o solo, capaz de absorver choque violentos, sistema de enchimento central dos pneus (CTIS). Pode transportar além do veículo-carga a sua tripulação, o que não estava previsto no modelo que substituiu.



O motor é um Detroit Diesel 8V92TA-90 a diesel com 500 hp acoplado a uma transmissão automática. Possui sistema de direção que sincroniza as rodas dianteiras  e traseiras para melhor maneabilidade em espaços limitados. Possui guinchos de carga de 25 toneladas possuem guinchos auxiliares para manuseio de cabos e uso geral. Pode ser transportado em aeronaves C-17 ou C-5. Pesa 18,59 ton (46 ton com semi-reboque), pode transportar uma carga de até 70 ton, mede 9,49 m de comprimento, 2,59 m (3,67 com espelhos) de largura e 3,96 m de altura, e distância do solo de 0,40 m. Além do MBT padrão dos EUA, pode transportar ainda todos os outros veículos do exército como obuseiros autopropulsados, equipamentos de engenharia, veículos em geral e outras cargas pesadas. Desenvolve uma velocidade em estrada de 72 km/h e autonomia de 520 km. Pode trafegar carregado em um gradiente de inclinação de 15% e transpor vaus de 0,71 m, e raio de curvatura 30,5 m. O semi-reboque de transporte é o modelo M1000 de 15,8 m de comprimento, 3,02 m de largura (3,68 de parachoque), com cinco eixos e 40 pneus 215 x75R17.5. 



O M1070A1 (HET A1) é uma versão que incorpora melhorias como freios ABS, controle de tração e cabine blindada integral, além de motor mais potente Caterpillar C-18 de 700 hp a 1300 rpm, transmissão automática Allison 4800SP, ar condicionado e sistemas atualizados. Começaram a ser entregues em 2012 e vão substituir os modelos mais antigos. O M1070F está em serviço com o British Army desde 2001. Possuem pneus Michielin 425/95 (16.00 R20) (Reino Unido).









domingo, 19 de abril de 2015

Mercedes Benz/Engesa LG-1519 6x6 (1)



O modelo Mercedes Benz/Engesa LG-1519 6x6 foi uma militarização do modelo civil de mesmo nome feita pela Engesa utilizando uma transmissão e suspensão do tipo boomerang desenvolvida para o projeto do blindado Sucuri, que não entrou em produção, e pneus 14.00x2-18PR com rodas raiadas de aço.




Este veículo foi desenvolvido como trator de artilharia para obuseiros de 155 mm M114 e transportador de equipamento pesado para os batalhões de engenharia, equipado com um motor diesel OM-355/5 de 5 cilindros e 215 HPs a 2.200 rpm, 5 marchas a frente e 1 a ré, podendo carregar um máximo de 32 toneladas, sendo sua capacidade “off-road” (QT) de 5 toneladas, pesando vazio cerda de 10,9 toneladas.




Foram equipado com uma carroceria Bernardini com rolete para facilitar a movimentação de volumes pesados, um gancho para reboque na traseira, cabina com teto de lona e pára-choque dianteiro reforçado. Está sendo substituído no EB a partir de 2014 pelo modelo VW Constellation 31.320 6x6 de 10 toneladas QT.