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domingo, 25 de dezembro de 2016

Bumerang 8x8 (37)



O Bumerang é fruto de uma requisição da defesa russa para um veículo sobre rodas destinado a substituir os BTR-80, BTR-82 e BTR-90 no exército vermelho, e foi desenvolvido em conjunto com outros tipos de blindados incluido IFV sobre lagartas, MBT e SPG. 

O desenvolvimento do BTR-90 no início dos anos 1990 como substituto dos BTR-80 não atendeu as expectativas devido a um custo muito maior para um veículo bem mais complexo, porém com um desempenho melhorado, porém não significativo. Foi adquirido em pequenos números e o BTR-82, um pequena melhoria em relação ao BTR-80 foi a solução temporária. O Bumerang começou a ser entregue em 2013 na forma de lote piloto e em 2015 em maior escala.








O veículo possui a configuração padrão dos veículos desta classe com motor a frete e motorista do lado esquerdo, capacidade de transposição anfíbia com 2 propulsores. Ao contrário dos BTR-80 que tinha motor traseiro e obrigava a infantaria a deixar o veículo por portas laterais com nítida desvantagem, o Bumerang possui porta de acesso traseira e escotilhas na parte superior e apesar de todos os dados ainda não serem conhecidos, deverá carregar uma tripulação padrão de 3 componentes mais um grupo de combate de 9 infantes conforme a doutrina militar russa. 

O veículo conta com tração sobre pneumáticos 8x8 e motor diesel turbo 750 cv, o mesmo do Kurganets-25 IFV com o qual compartilha vários subsistemas. Sua armadura é composta com cerâmica e será inicialmente produzido nas versões K-16 (APC) armado com uma metralhadora 12,7 mm e K-17 (IFV) armado com uma torre remotamente controlada com canhão de 30 mm e ATGWs Kornet-EM. Aceita armadura adicional, porém este acréscimo de peso pode comprometer sua capacidade anfíbia. Possui altura do solo ajustável e parte frontal em V, o que permite uma melhor resistência a explosões vindas do solo provocadas por minas e IEDs.

Pesa cerca de 25 toneladas, portanto mais leve que os Boxer alemão e o Eitan Israelense, tem autonomia de 800 km e velocidade máxima em estrada de 100 km/h. Deverá servir de plataforma para um grande número de versões como porta morteiros e ambulância, entre outras, como é comum neste tipo de blindado.








sábado, 24 de dezembro de 2016

Eitan (36)




O Eitan é um veículo blindado para transporte de pessoal (VBTP/APC) sobre rodas construído pela indústria israelense para o exército deste país, a fim de substituir os cansados M113, revelado em agosto de 2016 e que deverá entrar em serviço a partir de 2018. Foi concebido com base na experiência judia em todas as inúmeras campanhas de que participou, com ênfase na campanha de Gaza de 2014, onde a presença de IEDs (dispositivos explosivos improvisados) se fez sentir de forma significativa. Deverá servir de plataforma para um grande número de versões que desempenharão missões distintas, porém a que desperta maior interesse é a de IFV (Infantry Fighting Vehicle ou Veiculo de Combate de Infantaria).

Apresenta configuração modular multi-funcional reconfigurável, dispondo de proteção blindada de altíssimo nível. A disposição geral é similar aos outros veículos desta natureza, com motor a frente e motorista do lado esquerdo do veículo, tendo o compartimento de tropas na parte traseira, que transporta 3 tripulantes e 9 infantes, desembarcando por uma porta/rampa traseira operada hidraulicamente.

Pesa entre 30 e 35 toneladas, dependendo da configuração da blindagem modular, sendo o componente inferior altamente resistente a detonação de IEDs como é tendência nos veículos modernos. É o mais pesado veículo desta categoria já construído, rivalizando com o Boxer alemão, e oferece a sua tripulação um altíssimo grau de proteção, seja pelo componente passivo de sua couraça ou por um componente ativo feito pela Raphael denominado APS (Trophy Active Protecion Systems), já testado em combate, além da possível adição de blindagem reativa (ERA).



O APS, é baseado num radar 360 que detecta projéteis se aproximando, os identifica e dispara neutralizadores. Este sistema, apesar de testado em combate e das declarações de seu fabricante, forçou as IDFs a mudarem seus procedimentos com a infantaria desembarcada seguindo o veículo a certa distância para evitarem acidentes. O sistema é caro e ainda pouco confiável, e deverá ainda ser aperfeiçoado e otimizado para a interceptação de projéteis APFSDS no futuro, pois no momento intercepta apenas projéteis de baixa velocidade.

Esta potenciado com uma unidade de 750 cv e atinge uma velocidade máxima em estrada de 90 km/h, podendo os pneumáticos rodarem mesmo depois de perfurados por até 16 km, permitindo escapar das zonas de maior perigo. Roda sobre 8 pneumáticos com tração 8x8 e destina-s e a complementar os mais pesados Namer, IFVs construídos a partir da MBTs Merkava mais antigos.

Seu armamento será variável e configurado conforme a missão, desde metralhadoras de autodefesa de 12,7 mm e 7,62 mm a mísseis diversos, para uso anticarro ou antiaéreos, canhões de 30/40 mm, além da estação de armas de operação remota para operá-las. maiores informações ainda não foram divulgadas, bem como fotos da versão de produção.


domingo, 20 de dezembro de 2015

BMP-1 IFV (30)



O BMP-1 (Boyevaya Mashina Peknoty ou veículo de combate de infantaria),foi o primeiro IFV produzido em massa na antiga URSS, desenvolvido para proporcionar a infantaria avançar com fluidez em meio aos escombros resultantes das futuras guerras nucleares que se travariam, repletas de contaminação radiativa, química e bacteriológica. Entrou em serviço 1966 e permanece ativo até os dias atuais, experimentando combate real pela primeira vez nas mãos de egípcios e sírios na guerra do Yom Kippur em 1973. A experiência adquirida neste conflito permitiu a evolução para as versões posteriores.

Seus ROBs previam mobilidade necessária para que os infantes acompanhassem os carros de combate em meio a terra devastada e velocidade condizente em campo aberto e estradas. Seu armamento deveria destruir veículos leves e ter capacidade de apoio a tropa desembarcada ou não, pois esta deveria poder combater do interior do veículo. A blindagem deveria oferecer proteção contra projéteis de 12,7 mm e fragmentos de artilharia, além de projéteis de até 23 mm na parte frontal.




Sua filosofia de desenvolvimento enfatizou a necessidade de desembarque da infantaria da Segunda Guerra Mundial que era transportada em veículos adaptados, que não permitiam o combate embarcado e não ofereciam proteção NBC, atuando como "táxis de combate", recuando após o desembarque. 

O resultado foi um veículo compacto, com blindagem frontal apresentando perfil muito inclinado que aumenta em muito a probabilidade de ricochete e armadura que proporciona proteção contra projéteis de 12,7 m e fragmentos de artilharia pesados de todas as distâncias, e pode resistir a impactos do canhão Oerlinkon de 20 mm para disparos a mais de 100 m, sendo que esta resistência varia de acordo com a fábrica que o construiu. Nas laterais, teto e parte traseira a proteção é total contra disparos de 7,62 mm e fragmentos de artilharia de intensidade moderada, porém é vulnerável a impactos de 12,7 mm próximos e fragmentos de artilharia pesada. Nos conflitos do Afeganistão e Chechênia as portas traseiras e escotilhas foram perfuradas por munição de 7,62 mm disparadas de 30 a 50 metros, porém em testes estas mesmas portas com os tanque de combustível cheios de areia resistiu a impactos de 12,7 mm. Na Guerra do Golfo esta blindagem demonstrou ser vulnerável ao canhão de 25 mm do Bradley. Em todas as situações a torre resistiu bem, pois além de armadura mais grossa é um alvo pequeno. A armadura da torre varia de 13 (30°) a 23 mm (42°), a frontal é de 7 (80°) a 19 mm (36°), a lateral de 16 (14º a 18 mm (0°), sendo de 33 mm o reparo da arma e a parte superior de 6 mm.




Apresenta pouca proteção contraminas anticarro e IEDs, como se verificou no conflito do Afeganistão, com pesadas perdas de motoristas e comandantes do carro. Motoristas passaram a colocar sacos de areia sob o seu compartimento. A partir de 1982 a variante BMP-1Ds passaram a contar com blindagem adicional no compartimento do motorista e comandante. Sua armadura também é insuficiente contra rojões AC, o que levou os infantes soviéticos  no Afeganistão a usarem a parte superior externa do BMP para se acomodarem.

Construído em aço soldado laminado, o veículo é totalmente anfíbio, podendo atravessar águas calmas apenas a velocidade de 8 km/h com propulsão pelas lagartas, com a proteção dianteira contra ondas erguida, que oferece alguma proteção balística adicional, porém não tem capacidade para desembarque marítimo. O motorista está posicionado a frente no lado esquerdo com o motor a direita, atrás dele posiciona-se o comandante do grupo e operando a torre de armas está o atirador, um grupo de mais 8 infantes é transportado no compartimento traseiro. 8 seteiras mais uma, 4 em cada lateral e uma na porta traseira, permitem que os infantes façam fogo do interior do veículo, que é apertado e não permite o transporte interno de muito equipamento pessoal, que deve ser transportado a retaguarda da torre na parte externa, limitando seu giro. O combustível é acomodado entre os assentos, assim como baterias e ferramental. 4 escotilhas na parte superior permite acesso dos infantes ao exterior, assim como uma porta na parte traseira que também possui tanque de combustível. Atirar pela seteiras com o veículo em movimento requer treinamento apurado, nem sempre disponível, mas é muito útil em combates urbanos.




O motorista dispõem de 3 periscópios, podendo ser instalados períscópios com intensificador de visão noturna binocular. O posto do comandante dispõem de holofote infravermelho removível com dispositivo binocular com ampliação e modo dia/noite para 400 metros e radiocomunicador. A torre é de operação elétrica e seu giro é prejudicado pela posição do holofote, que requer a elevação da arma principal para ser feito. Quando a arma está apontada para trás impede a abertura das escotilhas da tropa. O atirador dispõem de periscópio dual dia/noite com ampliação 6x e intensificador noturno, telêmetro ótico e holofote infravermelho/luz branca. 

O armamento consiste em um canhão de baixa pressão 2A28 Grom de 73 mm de operação semi-automática para alvejar veículos até 700 m  com cadência de 8 a 10 TPM, que deve retornar a elevação de 3° após cada disparo para carregamento se o carregador automático for usado, e sua munição PG-15V pode penetrar blindagens de até 350 mm. A muniçãp PG-9 modernizada pode penetrar até 400 mm a até 500 m. O OG-15V tem o dobro da carga do PG-15V e é utilizado contra alvos macios ou tropas. Uma metralhadora PKT 7,62 mm é monta coaxialmente ao canhão. Devido a ênfase ao fogo anticarro esta configuração de armamento não foi efetiva contra infantaria fortificada, devido ao limitado ângulo vertical da arma. Sobre o reparo do canhão montou-se o lançador para o ATGW 9M14 Malyutka (AT-3A Sagger A) para alvos entre 500 e 3000 m, de disparo diurno e com veículo parado. Carrega 2 cargas na torre e 2 no casco. A recarga das ATGW é problemática sob condições NBC, pois a abertura do compartimento pode contaminar o interior.



O veículo está potenciado com um motor diesel UDT-20 de 6 cilindros em V de 15,8 litros e 300 hp acoplado uma transmissão manual de 5 marchas com tanque de combustível de 462 litros que lhe proporciona um autonomia de 600 km. Pode cruzar a 65 km/h na estrada e 45 km/h fora dela. Supera obstáculos verticais de 0,7 m de trincheiras de 2,5 m. Pode operar a inclinações laterais de 25° e superar ladeiras de até 35º. Sua suspensão do tipo barras de torção apoiam 6 rodas de cada lado que distribuem o peso do carro sobre sua lagarta, com polia tratora a frente e tensora a ré, que exerce uma pressão sobre o solo de 0,6 kg/cm², podendo atravessar terreno pantanoso e neve. A relação potência/peso é 22,7 hp/ton.

Mede 6,73 m de comprimento, 2,94 m de largura de 2,068 m de altura. Pesa 13,2 ton e mede 0,37 m do solo.  A baixa silhueta e compacidade do veículo são um de seus pontos fortes a distribuição motor, compartimento da infantaria e depósitos de munição se tornaram padrão para muitos APCs/IFVs.  O tanque de combustível entre os assentos da infantaria os torna vulnerável a explosão deste e os tanques na porta traseira só devem ser usados em deslocamentos para aumentar o alcance. Em combate devem ser preenchidos com areia aumentando a proteção. A ausência de ar-condicionado torna sua operação complicada em climas quentes forçando a abertura das portas superiores, tornando a infanatria vulnerável a atiradores em posições superiores. Alguns modelos de exportação foram equipados.



Mais de 20.000 unidades foram produzidas na URSS e nas fábricas licenciadas da república Tcheca, Romênia e Índia. A China produziu uma versão não licenciada, cerca de 3.000 unidades.




Operadores

Abkhazia, Afeganistão, Albânia, Angola, Argélia, Azerbaijão, Belarus, Brunei, Bulgária, Camboja, China, Coréia do Norte, Costa do Marfim, Cuba, Egito, Eslováquia, Guiné Equatorial, Eritréia, Etiópia, Geórgia, Grécia, Hungria, Índia, Irã, Iraque, Israel, Kasaquistão, Líbia, Mongólia, Marrocos, Moçambique, Moldávia, Myannar, Ossétia do Sul, Polônia, Quirguistão, República Democrática do Congo, República Nagorno-Karabakh, República Tcheca,Romênia, Ruanda, Rússia, SADR, Sri-Lanka, Sudão, Síria, Tadjquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Vietnam, Yemen.


domingo, 13 de dezembro de 2015

VBCI - IFV (28)


O VBCI (vehicule de combat d'infanterie) é um blindado de combate de infantaria (IFV) sobre rodas 8x8, que desde 2008 vem substituindo o AMX10P no exército francês, do qual serão fornecidos um total de 700 unidades, sendo 550 unidade IFV e 150 unidades configuradas como posto de comando, fornecidos pelas indústrias Nexter GIAT e Renault Trucks. Outras configurações certamente surgirão com o passar do tempo.





Construído em aço soldado e alumínio para manter seu peso baixo, incorpora blindagem modular THD de aço-titânio, que pode ser restaurada em campanha, pesando 18 toneladas vazio e 28 toneladas a plena carga, possibilitando que seja transportado pelas aeronaves A400M (2 unidades) ou C130J e KC-390 (1 unidade). Protege seus embarcados de arrebentamentos de 155 mm e armas leves com sua armadura básica, além de armas anticarro com a adição de placas modulares, com sua parte inferior projetada para direcionar o assédio de minas anticarro e IEDs. Possui um dos mais altos níveis de proteção entre as viaturas 8x8 e uma margem de peso adicional significativa permitindo que novas tecnologias de proteção atuais ou futuras sejam adicionadas.




Embora seu trem de rodagem seja baseado em pneus, foi projetado para acompanhar o MBT Leclerc em campanha, proporcionando conforto a sua guarnição mesmo em deslocamentos a altas velocidades. Transporta uma guarnição de onze integrantes, sendo um motorista mais um comandante/artilheiro da arma orgânica da viatura mais um grupo de combate de 9 infantes, que podem desembarcar por uma rampa hidráulica a sua retaguarda. Salientamos que um blindado sobre rodas não acompanha um sobre lagartas em todas as situações, como naquelas com grande número de obstáculos, principalmente em ambiente urbano.




Está artilhado com uma torreta DRAGAR com canhão automático de 25 mm M811 e uma metralhadora de 7,62 mm, lançadores de fumígenos e Flares LIRE. Dispõem de visor optrônico, câmera termográfica, telêmetro laser e vídeo acoplados aos sistemas de pontaria da arma. Mede 7,6 m de comprimento; 2,2 m de altura, 2,98 m de largura e 0,5 m de distância do solo. Seu trem de força é impulsionado por um motor diesel Volvo-Renault D12 6 cilindros de 550 hp acoplado a uma transmissão automática ZF de 7+2 velocidades que lhe proporciona uma velocidade de 100 km/h na estrada, e um cruzeiro de até 750 km sem reabastecimento. Pode vadear até 1,2 m sem preparação ou 1,5 com preparação.




Possui sistemas de gerenciamento tático, proteção contra ameaças NBC, ar condicionado e gerenciamento da pressão dos pneus.

Já atuou no Líbano e Afeganistão, demonstrando sua capacidade de operar em variados tipos de terrenos e condições meteorológicas extremas em condição de combate real, destacando-se a operação em condições desérticas onde cobriu mais de 4200 km a temperaturas de 50° sem falhas. Possui ainda elevada mobilidade tática, operacional e estratégica devido ao seu baixo peso, podendo se deslocar grandes distâncias sem o apoio de pranchas transportadoras.






sábado, 23 de maio de 2015

Boxer GTK (23)


O Boxer GTK é um veículo blindado multifunção 8x8 de concepção alemã e Holnadesa, para substituir no exército alemão o TPZ Fuchs 1 o no exército Holandês os M113 e M577, com cerca de 600 para os alemães e 400 para os holandeses. Iniciou-se como um projeto conjunto entre Alemanha, França e inglaterra; mas a França se retirou em favor de VBCI em 1999, sendo que a Holanda se agregou ao projeto em 2001. Em 2003 a Inglaterra se retirou em favor do FRES, mas voltou a demonstrar interesse em 2007. Em 2009 o primeiro Boxer entrou em serviço no Exército Alemão. Foi usado pelos alemães no Afeganistão.

Este veículo é produzido pela ARTEC, grupo formado pela Krauss-Maffei Wegmann e Rheinmetall em Munique. Com tamanho superior aos seus congêneres; pesa 33 ton pronto para o combate (25,2 ton o veículo)e mede 7,88 m de comprimento; 2,99 m de largura e 2,37 m de altura. Possui projeto modular, com módulos de serviço que podem ser trocados em 60 minutos. Os módulos disponíveis são APC, IFV, porta-morteiro, C2, ambulância, logística, reparação, SAM, e apoio de fogo.



Possui blindagem de aço duro, donde pode ser fixada blindagem modular com parafusos, incluindo placas de cerâmica. Aceita novos tipos a serem desenvolvidos e possui proteção contra minas antipessoal e IED com assentos suspensos, sendo que protege ainda contra pequenas bombas na parte superior. Possui ainda certo grau de discrição contra radares, buscadores térmicos e sensores acústicos. Cada módulo incorpora uma célula de segurança com piso triplo.

Está potenciado com um motor MTU 8V 199 TE20 diesel de 711 hp montado a frente,  acoplado a uma transmissão Allison HD4070 totalmente automática com sete velocidades a frente e três a ré, desenvolvendo uma relação potência/peso de 21,54 hp/ton. Cruza a uma velocidade de 103 km/h e tem autonomia de 1.100 km. Esta armado com um lançador de granadas de 40 mm ou uma metralhadora de 12,7 mm (M3M). Pode ser transportado pelo A400M. possui grande número de componentes comerciais, pode transportar 8 ton dentro de um espaço de 14 m³. A suspensão é independente e a  pressão dos pneus é gerenciada por sistema único de dentro do veículo. A operação é suave e silenciosa oferecendo conforto a tripulação básica de três integrantes mais oito soldados, com alto desempenho em terreno muito ruim e condições meteorológicas extremas.

Além do sistema de extinção de incêndios, possui ar-condicionado, proteção NBC, câmera traseira e assentados da tripulação com airbags. Supera trincheiras de 2 m, inclinação lateral de 30% e rampa de 60%, com distância do solo de 0,504 m.








sábado, 16 de maio de 2015

Marder IFV (17)



O Marder IFV é um veículo desenvolvido para equipar a infantaria mecanizada do exército alemão e acompanhar o MBT Leopard I nos campos de batalha, substituindo o Schutzenpanzer Lang HS.30. Seu desenvolvimento começou em 1960, sendo as primeiras unidades entregues em 1971 e produção até 1975 com 2.136 veículos entregues. O Puma, que deverá substituí-lo já está finalizado e pronto para produção a partir de 2015.

Construído pela Rheinstahl, é um veículo de concepção convencional para o combate de infantaria e acompanhamento de carros de combate. Construído todo em aço soldado oferece proteção contra o fogo de armas leves e estilhaços de artilharia, além de munição perfurante de até 20 mm, sendo que as versões mais recentes resistem aos disparos do canhão de 30 mm do BMP-2. O motorista está acomodado do lado esquerdo com o motor a sua direita. Além do motorista o veículo leva um artilheiro e seu comandante, transportando mais seis soldados de infantaria sentados de costas um para o outro e com condições para o combate de dentro do veículo, o qual é acessado por uma rampa traseira.




O Marder possui suspensão por barra de torção e possui seis pares de rodas de apoio que rodam dentro da lagarta, polia tensora a retaguarda e polia tratora a frente, a três roletes de retorno, com amortecedores hidrostáticos. No centro do casco está montada uma torreta para dois ocupantes com escotilha para o comandante do carro, equipada com um canhão Rheinmetall Mk 20 Rh202 de 20 mm e disparo automático controlado de dentro do carro, com uma metralhadora MG3 7,62 mm montada coaxialmente a esquerda do canhão. Carrega 1.200 unidades de 20 mm e 5.000 de 7,62 mm. A versão 1A2 carrega ainda um ATGM Milan com mais seis unidades de reserva. As versões 1A1 e 1A2 possui duas seteiras de cada lado para fogo de infantaria do interior do veículo, sendo a versão 1A3 não as possui devido a acréscimos na blindagem. Dispõem ainda de seis lançadores para granadas fumígenas montados na torre. A versão 1A1 tem um metralhadora montada na traseira controlada de dentro do veículo.




É propulsado por um motor diesel MTU MB 833 Ea-500 de seis cilindros com 591 hp a 2.200 rpm, com radiadores montados a traseira do casco em ambos os lados da rampa. O motor aciona uma caixa de transmissão  de engrenagens planetárias de quatro velocidades a frente e quatro a ré. Uma unidade de travagem hidrostática na caixa fornece a direção do veículo. Transporta 652 litros de combustível com autonomia de 500 km, podendo cruzar a velocidade de 75 km/h nas primeiras versões e 65 km/h nas versões mais recentes com blindagem mais pesada. Pode cruzar vaus de 1,5 m ou 2,5 m com preparação. 

Pesa 28,5 ton (A1 e A2) ; 33,5 ton (A3)e 37,5 ton (A5). Possui relação peso/potência de 21,1 hp/ton e mede 6,79 m de comprimento; 3,24 m de largura e 2,98 m de altura, e distância do solo de 0,45 m.




Sofreu ao longo da vida inúmeras atualizações como melhorias na blindagem com consequente aumento de peso e reforço na suspensão (A3), rearranjo de escotilhas e torre, modificações no sistema de aquecimento,  instalação de intensificadores de imagem noturnos e periscópios termográficos e sistemas de criptografia (A4) e proteção avançada contra minas (A5), ar condicionado e camuflagem multi-espectral (A5A1). Serviu de base para a concepção do TAM argentino e como portador de SAMs Roland. Não foi exportado inicialmente, sendo que o Chile adquiriu 280 veículos de segunda mão.

Entrou em combate no final da carreira no Afeganistão, onde demonstrou eficiência e simpatia de suas tripulações, porém estas sentiram a falta do ar condicionado que lhes causou grande estresse físico.




sábado, 2 de maio de 2015

Mitsubishi Type 89 IFV (10)




O Mitsubishi Type 89 VCI é um veículo de combate de infantaria sobre lagartas construído para o exército japonês, em serviço a partir de 1989. Seu desenvolvimento começou em 1980 e intencionava-se a aquisição de cerca de 300 unidades. Seu ritmo de produção vem sendo muito lento, com cerca de 120 unidade produzidas até 2014.





É um veículo de concepção convencional, com casco de aço soldado e seis pares de rodas de apoio que rodam dentro da lagarta e três roletes de retorno. Polia tratora a frente e polia tensora atrás, com suspensão por barras de torção. O motor é um diesel Mitsubishi 6SY31WA de 600 hp a 2000 rpm de 6 cilindros, localizado na parte dianteira esquerda do casco acoplado a uma transmissão automática, e o motorista acomoda-se a direita com uma escotilha de peça única acima dele que abre para a direita. Possui periscópio passivo de visão noturna. Um infante fica atrás do motorista com escotilha própria e seteira esférica para disparo no lado direito.




No centro do veículo está montado uma torre com canhão Oerlikon Contraves de 35 mm com cadencia de 200 tpm, produzido sob licença no japão, designado L90. De cada lado da torre estão montados casulos individuais do míssil anticarro Type Jyu079 MAT. Abaixo dos casulo estão montados dois lançadores quádruplos de lançadores de fumígenos, um em cada lado. A torre está equipadas com detectores laser.




Na parte traseira do casco está o compartimento da tropa que acomoda sete infantes equipados, com acesso por duas portas traseira que se abrem para os lados. Além daquela já citada, a tropa conta com mais cinco seteiras para disparos de dentro do veículo para os lados e mais uma seteira na parte de trás.

Mede 6,7 m de comprimento; 3,2 m de largura de 2,5 m de altura (2,75 total). A blindagem é secreta, mas sabe-se ser espaçada e composta com cerâmica endurecida. Possui autonomia de 400 km e velocidade máxima de 70 km/h. Pesa 27 ton, peso alto para esta classe de veículo. Devido ao seu alto peso consome grande quantidade de combustível e não é anfíbio.